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Fumar provoca doenças graves e fatais como o cancro do pulmão, doenças cardiovasculares (doenças cardíacas) e doenças pulmonares obstrutivas crónicas (enfisema e bronquite).
Nos últimos cinquenta anos, métodos científicos clássicos, inclusive estudos não clínicos, clínicos e epidemiológicos, recolheram dados e informações sobre a relação entre o tabagismo e a doença. Apesar disso, os mecanismos exactos pelos quais o acto de fumar desencadeia doenças nos sistemas humanos ainda não são bem compreendidos.
Recentes descobertas obtidas no domínio da investigação biológica e médica modificaram radicalmente a compreensão do corpo humano. O corpo humano é um sistema altamente complexo de redes cujo equilíbrio é delicado. A exposição ao fumo do cigarro pode alterar a química ou a biologia de moléculas individuais, causando o mau funcionamento numa ou mais dessas redes, o que em última instância conduz à doença.
Hoje, tecnologias avançadas podem permitir-nos usar os dados existentes para explorar esta questão a partir de um ângulo inteiramente novo, ou seja, determinar de que forma os tecidos e as células individuais, ou até mesmo determinadas proteínas, reagem quando expostos ao fumo. Estas tecnologias também podem ajudar-nos a identificar lacunas de conhecimento, e a conceber novos projectos de pesquisa para resolver essas lacunas.