December 06, 2019

Comentários da Tabaqueira ao comunicado da DGS e do SICAD

Picture1
“Para a Tabaqueira, subsidiária da Philip Morris International (PMI) em Portugal, é inquestionável que a melhor opção se encontra sempre do lado da prevenção e da cessação do consumo de produtos de tabaco e que qualquer fumador adulto que tenha preocupações de saúde deve deixar de consumir quaisquer produtos de tabaco ou à base de nicotina.

Contudo, de acordo com dados da própria Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de homens e mulheres que irão continuar a fumar irá manter-se praticamente estável num futuro próximo, e para esses faz sentido a disponibilização de alternativas que tenham o potencial de ser menos nocivas que os cigarros.

Para estes fumadores, não sendo o tabaco aquecido um produto inócuo ou isento de riscos, consiste não obstante numa melhor alternativa para eles do que os cigarros, conforme tem vindo a ser amplamente comprovado por evidência científica independente e entidades oficiais como a Agência de Saúde Pública em Inglaterra, a Public Health England, a Agência Americana para a Segurança Alimentar e do Medicamento, Food and Drug Administration (FDA), e outros laboratórios independentes, incluindo laboratórios da rede oficial de laboratórios da OMS -TobLabNet, como por exemplo o Instituto para a Avaliação do Risco Alemão.

O produto de tabaco aquecido comercializado pela Tabaqueira foi autorizado para comercialização nos Estados Unidos da América, a 30 de abril de 2019. A FDA, no contexto desta autorização, emitiu um comunicado de imprensa no qual afirmou que, “após uma revisão científica rigorosa […], a agência determinou que a autorização desses produtos para o mercado dos EUA é apropriada para a proteção da saúde pública, porque entre outras considerações fundamentais, o produto produz níveis menores ou inferiores de alguns constituintes tóxicos do que os cigarros combustíveis. Por exemplo, a exposição ao monóxido de carbono do aerossol […] é comparável à exposição ambiente e os níveis de acroleína e formaldeído são 89% a 95% e 66% a 91% respetivamente menores que os dos cigarros combustíveis.”

A Tabaqueira subscreve que a composição química do aerossol, por si própria, não é suficiente para permitir conclusões sobre o potencial de redução do risco de um produto. No entanto, até à data, foram completados 18 estudos não clínicos e 10 estudos clínicos em fumadores adultos. Foi possível demonstrar que a redução das emissões tóxicas no aerossol do produto se traduz numa redução de toxicidade em modelos laboratoriais, menor exposição em estudos clínicos, seguido por melhorias na resposta biológica de pessoas que mudaram para o produto de tabaco aquecido em comparação com continuarem a fumar, o que é um passo em frente no sentido de confirmar a redução do risco.

“A comunidade médica deveria considerar cuidadosamente o impacto que mensagens imprecisas e incompletas poderão ter sobre aqueles que já mudaram para alternativas melhores do que continuar a fumar”, afirmou Miguel Matos, Diretor-geral da Tabaqueira.

“Estamos absolutamente de acordo que a melhor opção é não começar a fumar e para os fumadores é deixar completamente de usar produtos de tabaco ou com nicotina. No entanto, a realidade é que muitos não o irão fazer. Esses fumadores merecem uma solução sensata baseada em evidência e não simplesmente mensagens que podem afastá-los de melhores opções do que fumar cigarros”, referiu ainda.

“Será desejável que fumadores que optaram por produtos sem combustão voltem aos cigarros? Concordaremos que tal não seria recomendável. O tabaco aquecido, não sendo inócuo, é inequivocamente melhor que os cigarros”, concluiu Miguel Matos.



**


A Tabaqueira é a subsidiária da Philip Morris International (PMI) em Portugal e a maior empresa do setor no país. Encontra-se entre as dez principais empresas exportadoras nacionais, exportando para mais de 25 países. A PMI é a principal empresa internacional do setor do tabaco. Em 2016 anunciou como sua missão contribuir para um futuro livre de fumo, mediante a substituição dos produtos tradicionais de tabaco combustíveis por alternativas sem combustão menos prejudiciais. O compromisso da Tabaqueira para com a sustentabilidade é transversal a toda a sua atividade, procurando minimizar as externalidades negativas associadas aos seus produtos,operações e cadeia de valor.