August 01, 2019

Relatório da OMS sobre tabaco opta por ignorar a própria existência de fumadores

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) está a desperdiçar uma importante oportunidade de poder ajudar os fumadores quando persiste em ignorar o contributo que podem desempenhar a evidência científica e a inovação nas políticas públicas para controlar a nocividade causada pelo tabaco, considerou a Philip Morris International (PMI), de que a Tabaqueira é subsidiária em Portugal.

Este é, no essencial, o sentido da reação que a PMI entendeu tornar pública na sequência do relatório sobre o consumo mundial de tabaco, que a OMS divulgou no passado dia 26 de Julho, apelando aos governos para intensificarem os seus esforços para ajudar os fumadores a deixar de fumar.

É inquestionável que a melhor opção está sempre do lado da prevenção e da cessação do consumo de produtos de tabaco e/ou nicotina. Assim sendo, ao efetuar esse apelo, a OMS está a seguir a abordagem prioritária.

Contudo, a realidade demonstra que, por muito bem sucedidas que se revelem aquelas políticas tradicionais de controlo do tabaco, nove em cada dez fumadores atuais continuarão a sê-lo ao longo dos anos, significando isso que continuará a aumentar o risco daquelas pessoas contraírem doenças normalmente relacionadas com o consumo de tabaco. Enquanto sociedade, não podemos virar as costas a essas pessoas e a essa realidade.

Surpreende por isso que este relatório, financiado pela Bloomberg Philanthropies, não atribua qualquer validade às evidência científica robusta e independente e inovação existentes, que se encontram na base da recente comercialização de novos produtos, sem combustão, que constituem melhores alternativas para os fumadores do que continuarem a fumar cigarros.

A OMS não incorpora em particular nas suas observações um dado científico incontornável, que consiste no facto de que é a sua combustão e não o tabaco que é responsável pela grande maioria das substâncias químicas nocivas que provocam as doenças normalmente relacionadas com o consumo de tabaco.

Nessa conformidade, centenas de milhões de homens e mulheres que vão continuar a fumar poderiam melhorar consideravelmente a sua qualidade de vida se em vez de fumarem cigarros consumissem alternativas não combustíveis, menos prejudiciais.

De acordo com um inquérito de opinião mundial realizado junto de 31.000 pessoas em 31 países, cujos resultados podem ser consultados aqui, 88 por cento dos inquiridos consideram que os fumadores deveriam ter acesso a alternativas menos prejudiciais do que os cigarros. As alternativas sem combustão comercializadas apenas pela PMI, permitiram já a cerca de 8 milhões de pessoas deixar completamente de fumar cigarros.

"A OMS, continuando a ignorar os dados científicos que provam que os produtos sem combustão constituem melhores alternativas do que cigarros, não está a pensar nos mil milhões de homens e mulheres de todo o mundo que continuam a fumar", afirmou Moira Gilchrist, Vice-Presidente responsável pela Comunicação Estratégica e Científicas na PMI. "Não há dúvida de que as alternativas sem fumo se encontram  cientificamente comprovadas como sendo melhores do que os cigarros. A OMS é a instituição adequada para encorajar a investigação independente e disponibilizar aos fumadores recomendações baseadas em evidência científica. No entanto, parece querer coartar um diálogo construtivo acerca de alternativas promissoras para quem continua a fumar, optando ao invés por recomendar exclusivamente soluções preconizadas pela indústria farmacêutica".

Em 1997, no relatório "UN Focal Point on Tobacco or Health" recomendava-se que "para ajudar os fumadores que estão de tal modo dependentes que não conseguem, de forma alguma, deixar de fumar, deveriam ser envidados todos os esforços no sentido de reduzir a toxicidade dos produtos de tabaco existentes". No mesmo relatório sugeria-se também que a OMS fosse “instada a considerar as recomendações acima referidas em futuras propostas de política, nomeadamente na redação de uma convenção-quadro sobre o controlo do tabaco".

A PMI escutou esse apelo relativo à redução da toxicidade dos produtos e há mais de 20 anos que está a trabalhar no desenvolvimento e na avaliação científica de alternativas aos cigarros que sejam menos prejudiciais e que não produzam fumo, por não envolverem combustão.

O seu programa de avaliação científica inspirou-se nas boas-práticas reconhecidas da indústria farmacêutica e obedece às orientações da Agência para a Alimentação e o Medicamento dos EUA (Food and Drug Administration – FDA) para efeitos da comercialização de produtos de tabaco de risco reduzido (Modified Risk Tobacco Product - MRTP). Os seus estudos científicos foram referidos em mais de 340 artigos revistos por pares em revistas científicas e capítulos de livros e os seus estudos clínicos estão todos registados no sítio público na internet www.clinicaltrials.gov/.

Encorajamos a avaliação rigorosa da investigação científica que realizámos, disponibilizada de forma transparente com essa finalidade. Até à data, foram feitos 73 estudos independentes e realizadas revisões científicas por universidades e institutos de investigação governamentais em países como a Alemanha, o Japão e o Reino Unido. Em geral, as conclusões destes estudos e destas revisões estão em linha com os resultados obtidos pela própria PMI.

O Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS, sublinhou na sua tomada de posse que sob a sua liderança “uma OMS melhorada e independente irá utilizar uma abordagem regida pela ciência e baseada na inovação, orientada para resultados e que dê respostas, maximizando parcerias inclusivas e assegurando a definição de prioridades coletivas com todas as partes interessadas." 

Cabe por isso perguntar porque motivo é que a OMS não aplica estes princípios ao controlo do tabaco?

"Continuamos empenhados em desenvolver um diálogo aberto e transparente com base na ciência", referiu Moira Gilchrist. "Não podemos alterar o passado, mas podemos alterar o futuro de mil milhões de pessoas de todo o mundo que continuam a fumar".

A estratégia sem fumo da PMI complementa os esforços desenvolvidos pela OMS para combater o consumo de tabaco. A sua ambição é a de que em 2025 pelo menos 40 milhões de pessoas que de outra forma teriam continuado a fumar cigarros tenham entretanto optado pelos seus produtos sem combustão e sem fumo (cerca de 8 milhões de pessoas já o fizeram até à data em todo o mundo), implicando uma redução do número de fumadores das marcas de cigarros da PMI que atingirá um total de 55 milhões. É nossa aspiração reduzir o consumo de cigarros quase quatro vezes mais depressa do que o objetivo definido pela própria OMS.

"Estamos a transformar o nosso negócio para alternativas melhores, baseadas em dados científicos. É com entusiasmo que aguardamos a possibilidade de trabalhar com os responsáveis pela tomada de decisões dos governos de todo o mundo e de organizações como a OMS no sentido de acelerar esta transformação", declarou ainda Moira Gilchrist. "Apesar do relatório da OMS, continuamos firmemente empenhados no nosso compromisso de desfumar o mundo".

Philip Morris International: A construir um futuro livre de fumo 
A Philip Morris International (PMI) está a liderar uma transformação da indústria do tabaco para criar um futuro livre de fumo e substituir os cigarros por produtos sem fumo em benefício de adultos que continuariam a fumar, da sociedade, da empresa e dos seus acionistas. A PMI é uma importante empresa internacional de tabaco dedicada ao fabrico e comercialização de cigarros, produtos sem fumo, e dispositivos eletrónicos e acessórios associados, e outros produtos que contêm nicotina em mercados fora dos EUA. A PMI está a construir um futuro numa nova categoria de produtos sem fumo, que embora não sejam isentos de risco, são uma escolha muito melhor do que continuar a fumar. Através de competências multidisciplinares no desenvolvimento de produtos, instalações de ponta e substanciação científica, a PMI procura garantir que os seus produtos sem fumo vão ao encontro das preferências dos consumidores adultos e de requisitos normativos rigorosos. A carteira de produtos sem fumo IQOS da PMI inclui produtos “de tabaco aquecido sem combustão” e produtos de vapor com nicotina. Desde 30 de junho de 2019, a PMI estima que aproximadamente 8,0 milhões de fumadores adultos em todo o mundo já deixaram de fumar e mudaram para produtos sem combustão da PMI, disponíveis para comercialização em 48 mercados, em cidades importantes ou a nível nacional. Para obter mais informações, consulte PMI e PMI Science.

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A Tabaqueira é a subsidiária da Philip Morris International (PMI) em Portugal e a maior empresa do setor no país. Encontra-se entre as dez principais empresas exportadoras nacionais, exportando para mais de 25 países. A PMI é a principal empresa internacional do setor do tabaco. Em 2016 anunciou como sua missão contribuir para um futuro livre de fumo, mediante a substituição dos produtos tradicionais de tabaco combustíveis por alternativas sem combustão menos prejudiciais. O compromisso da Tabaqueira para com a sustentabilidade é transversal a toda a sua atividade, procurando minimizar as externalidades negativas associadas aos seus produtos, operações e cadeia de valor. Ver mais informação em Tabaqueira.
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